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Neurociência

Fibromialgia: Baseada em Ciência, Não em Mistério

Dra. Priscila Luqui
28 de fevereiro de 2024
5 min

A fibromialgia já não é considerada uma doença 'invisível'. Exames avançados de imagem funcional comprovam que o cérebro do paciente fibromiálgico processa a dor de forma hiperexcitada.

Por anos, pacientes com fibromialgia ouviram que a dor 'estava em suas cabeças'. Hoje, a neurociência prova que, de fato, o problema está no sistema nervoso central, mas trata-se de um curto-circuito físico real, visível em estudos de ressonância funcional. Trata-se de uma doença de *sensibilização central*. O volume do alarme da dor está preso no máximo. Sinais que não deveriam doer, passam a doer (alodinia). Fatores como estresse crônico prolongado, traumas passados e sono não reparador desregulam os eixos neuroendócrinos do corpo. O tratamento moderno não se resume a antidepressivos e analgésicos fortes. Uma abordagem funcional da Clínica de Dor inclui de bloqueios terapêuticos focais para 'desligar' temporariamente a atividade eferente, até infusões intravenosas com neuromoduladores que acalmam os receptores excessivamente excitados, tudo acoplado à educação em dor.