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Saúde Feminina

Dor no Climatério: Porque a repetição de analgésicos está falhando

Dra. Priscila Luqui
15 de março de 2024
4 min

Descubra como a queda do estrogênio afeta a percepção da dor e porque a reposição hormonal (quando indicada) e a modulação metabólica são essenciais.

A transição para a menopausa traz mais do que fogachos. Para muitas mulheres, o climatério é o gatilho para dores articulares difusas, aumento da sensibilidade ao toque e agravamento de dores pré-existentes. A razão não é apenas o "desgaste da idade". O estrogênio possui propriedades antinociceptivas (inibidoras da dor) de ação central. Quando ele cai de forma abruta ou oscila severamente, o cérebro perde um dos seus principais freios contra o estímulo álgico. Nesta fase, prescrever apenas anti-inflamatórios ou relaxantes musculares é como secar gelo. Precisamos avaliar o terreno biológico como um todo. A resposta passa por avaliação hormonal criteriosa, regulação minuciosa da arquitetura do sono (que também é prejudicada no climatério) e estratégias de neuroplasticidade associadas ao exercício de força adaptado.